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Miguel Portas

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Olli Rehn, comissário europeu das Finanças

Os Estados membros que se comprometam a realizar uma importante reforma das pensões poderão receber apoio para o programa de aprendizagem ao longo da vida a favor dos trabalhadores mais velhos

Marisa Matias

É preciso cumprir!

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O pilar da extorsão social ou o culto da "mistificação" PDF Versão para impressão
Sexta, 24 Maio 2013 12:26

 

Marisa Matias advertiu em Estrasburgo que "ou a Comissão Europeia abandona a mistificação de que é possível construir o projeto europeu só com mercados e sem pessoas ou já irão tarde" porque "o povo não aguenta tudo, não aguenta mais" as consequências de o pilar da dimensão social se ter transformado "no pilar da extorsão social".

A declaração da deputada da Esquerda Unitária (GUE/NGL) eleita pelo Bloco de Esquerda foi proferida dirigindo-se ao comissário das Finanças, o finlandês Olli Rehn, que acedendo "a um pedido do presidente da Comissão" alterou "a agenda e cancelou compromissos" para poder estar presente perante o Parlamento Europeu no debate sobre o "pilar da dimensão social na União Económica e Monetária".
"O povo tem sido o pilar sobre o qual a Comissão e os governos têm construído a sua política, esmagando-o através da redução de salários e pensões, da redução da proteção social, sugando os salários e pensões para transferir diretamente para os mercados financeiros", disse Marisa Matias depois da intervenção inicial do comissário.
Uma intervenção na qual Rehn nada disse que não se soubesse já, como o "empenho da Comissão" em criar emprego e promover o crescimento económico através das reformas estruturais, que "devem avançar com maior entusiasmo", da "melhoria das estruturas atuais de governação económica" através do semestre europeu e da "redistribuição adequada dos instrumentos financeiros para ajudar a aliviar os países com casos de ajustamentos mais difíceis".
"De cada vez que a Comissão e os governos falam de crescimento e criação de emprego", sublinhou Marisa Matias, "o que verificamos nas notícias é a ultrapassagem dos picos máximos de desemprego, cada vez mais pessoas às portas dos centros de emprego".
Para Olli Rehn, a solução apresentada perante o plenário para os problemas é "o aprofundamento da União Económica e Monetária, um mercado laboral mais integrado, maior mobilidade de mão de obra e redução dos custos de mobilidade principalmente para ajudar a combater o desemprego jovem".
De facto, deduziu Marisa Matias comentando a intervenção do comissário, "ao fim de cinco anos de combate à crise há um pilar social na política da União Económica e Monetária, o pilar da extorsão social". Por este caminho, a não haver uma inversão da política praticada, será "o fim do projeto europeu".
Que tal mudança de política não está prevista confirmou Olli Rehn na sua intervenção final, onde ignorou por completo as questões levantadas pela eurodeputada do Bloco de Esquerda. Citou a necessidade de afinar "os instrumentos de competividade" e sugeriu como exemplo que os países dispostos a promover uma "importante reforma de pensões recebam apoios para o programa de aprendizagem ao longo da vida a favor dos trabalhadores mais velhos". Isto é, num quadro de desemprego galopante a opção da Comissão é a de prolongar as carreiras laborais.
"Faremos o que estiver ao nosso alcance para combater o desemprego, em particular o desemprego jovem", prometeu Olli Rehn. O instrumento principal será o já denunciado como ineficaz "regime de garantia ao emprego jovem" que, segundo disse, "poderá resultar designadamente nos países nórdicos, facilitando a empregabilidade dos jovens e da sua entrada no mercado de trabalho quando a situação melhorar".
"O nosso modelo social", rematou o comissário das Finanças, "baseia-se no conceito de as economias criarem emprego ao mesmo tempo que precisamos de garantir que ninguém fique para trás".