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PP de Rajoy atolado no escândalo de financiamentos ilegais PDF Versão para impressão
Terça, 21 Maio 2013 11:19

rajoy05

Novas revelações demonstram que o Partido Popular, no governo em Espanha, está cada vez mais no centro de um escândalo de financiamentos ilegais apurados através das investigações aos documentos secretos do ex-tesoureiro, Luís Barcenas.

As declarações que têm vindo a ser prestadas por responsáveis do partido de Mariano Rajoy perante os juízes demonstram que o processo de ilegalidades atravessa a estrutura de funcionamento da organização. O deputado Eugenio Nassarre admitiu que recebeu financiamentos em dinheiro no valor de 70 mil euros para a Fundação Humanismo e Democracia, de que era presidente, e reconheceu a existência de "pagamentos suplementares por responsabilidade interna", verbas sobrepostas aos salários e que, segundo Nassarre, correspondiam a um processo "padronizado" pela secretaria geral do partido. Ele próprio recebeu, entre 2000 e 2004, uma verba de 1800 euros por mês sobre o salário pela acumulação de cargos públicos com o de membro da direcção do partido. O deputado era, na altura, secretário de Estado de Estudos e Programas e Assuntos Sociais.
Os 70 mil euros "cash" foram guardados no cofre forte da Fundação Humanismo e Democracia e referenciados como "donativo anónimo". Uma das facetas do escândalo é o financiamento ilegal do partido por empresas e grandes empresários.
Os casos relatados pelos representantes do PP, num processo judicial cujas audições ainda continuam a decorrer, figuram na contabilidade secreta do antigo tesoureiro do PP, Luís Barcenas, que serve de base às investigações. O chefe do governo e o seu partido negam oficialmente a existência de contas secretas.
O deputado Nassarre declarou que considera "normal" o facto de "haver pagamentos suplementares" aos membros do PP detentores de cargos públicos. Tal procedimento era "generalizado", assegurou, figurando como "despesas de representação" na contabilidade oficial do partido que governa a Espanha impondo a austeridade e o desemprego.
O escândalo atingiu já o presidente do Senado, Pío Garcia Escudero, devido ao desencontro de contas envolvendo um empréstimo de seis milhões de antigas pesetas que lhe foi feito pelo partido em 2000. Apesar de cargo que desempenha, Garcia Escudero tem que prestar declarações sobre o assunto perante os juízes, no seu gabinete ou na residência.
Os juízes convocaram já para prestar declarações os ex-dirigentes do PP Jaime Ignacio del Burgo, Santiago Abascal, Calixto Ayesa e Jaume Matas, além do citado Nassarre. Todos, exceto Matas, admitiram ter recebido quantias figurando na contabilidade secreta de Barcenas. Serão ainda ouvidos o caixa do partido, Luis Molero, e a chefe da contabilidade, Milagros Puente.