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Miguel Portas

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Olli Rehn, comissário europeu das Finanças

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Marisa Matias

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Receita para dar cabo de um país PDF Versão para impressão
Terça, 21 Maio 2013 10:02

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Dois anos depois da assinatura do memorando da troika não foi cumprida nenhuma nele estabelecida, a dívida pública continua a crescer, o desemprego extravasa os limites máximos anunciados e a economia definhou até uma recessão próxima dos quatro por cento, denunciou Marisa Matias

para resumir os resultados do "programa de ajuda" externa. O mais "espantoso", acrescentou, é que "a troika e o governo continuam a insistir na mesma receita e a dizer que são os únicos realistas deste filme".

O balanço estatístico destes dois anos fala por si, como revelou a eurodeputada eleita pelo Bloco de Esquerda, pelo que estamos perante uma receita para dar cabo de um país. A dívida pública subiu de 85 por cento do PIB, quando chegou a troika, para quase 130 por cento depois de os governantes terem anunciado que atingiria um pico de 114 por cento em 2012 e começaria a baixar. O desemprego deveria subir até 13,4 por cento em 2012 e começar a cair a partir de então, mas afinal os últimos dados oficiais, aquém da realidade, já reconhecem 17,7 por cento e 42 por cento entre os jovens.
"Temos menos Serviço Nacional de Saúde, menos escola pública, muito menos poder de compra, a economia definha a cada dia que passa", lembrou Marisa Matias. Os "ajustamentos são feitos à custa dos salários e pensões, dos aumentos de impostos e da destruição do Estado Social", acrescentou.
Em 2011, disse a eurodeputada da Esquerda Unitária (GUE/NGL) na sua crónica semanal no programa Conselho Superior da Antena Um, o PSD chumbou o PEC 4 alegando que era possível um caminho com menos sacrifícios; e o primeiro ministro, então candidato, prometia que não aumentaria os impostos. O ministro Gaspar anunciava, por seu lado, que 2012 "seria a antecâmara da recuperação e de Portugal perder o hábito dos desvios orçamentais".
Olhada a realidade atual, "não houve uma única meta do governo e do memorando da troika a ser cumprida", disse Marisa Matias. "Estamos a dever muito mais do que antes", explicou, "e os sacrifícios de todos serviram para dar a ganhar aos credores, ao sistema financeiro e aos especuladores".
Insistindo na receita, governo e troika dizem que "são os únicos realistas deste filme", afirmou a eurodeputada. Realistas, acrescentou, "são as pessoas que percebem que o futuro não passa nem pode passar por aqui".