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Olli Rehn, comissário europeu das Finanças

Os Estados membros que se comprometam a realizar uma importante reforma das pensões poderão receber apoio para o programa de aprendizagem ao longo da vida a favor dos trabalhadores mais velhos

Marisa Matias

É preciso cumprir!

A frase batida do "é preciso cumprir" é, muito provavelmente, uma das mais escutadas nos últimos dois anos. Diria mesmo que é a frase que remata a sempre interminável explicação sobre a ausência de alternativa.


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Mil Palavras

Itália 2013

berlusconibersani01 Berlusconi e Bersani, coligação, austeridade, condenação

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Veja como se conspira contra a democracia na Venezuela

A vitória de Nicolás Maduro, na Venezuela, não foi ampla mas nenhuma instância internacional que tenha enviado observadores a considera ferida de legitimidade. No entanto, tal como aconteceu antes e durante a campanha eleitoral, conspira-se na Venezuela para destruir a democracia, sob a direção habitual dos Estados Unidos da América, recorrendo aos seus satélites na região como operacionais. A agência Mediapart, na sua edição em espanhol, explica como.

Na Grécia, viagem ao futuro de Portugal PDF Print
Friday, 24 February 2012 00:00

 

Miguel Portas fez no espaço semanal Conselho Superior da Antena Um o seu primeiro balanço da visita que tem estado a fazer à Grécia e na qual  anteviu o futuro de Portugal se o governo de Lisboa insistir na tecla de que não há semelhanças entre os dois países e "continuar a insistir no mesmo caminho da austeridade".

A Grécia, explicou o eurodeputado, "está a ser vítima de um conjunto de políticas suicidas que fez colapsar a economia do país"; acresce a isso, como facto novo, "o colapso do próprio sistema político", o que produz "uma combinação entre a austeridade e a perda de soberania".

Esse é o caminho por onde vai Portugal  quando chegar ao segundo resgate, do qual Miguel Portas não tem dúvidas se a política continuara ser a mesma.

"Este governogrego", acrescentou, "que já fora imposto por Bruxelas, aceitou agora alterar a Constituição para dar prioridade ao reembolso aos credores", situação que obriga o país "a ter uma conta consignada ao pagamento da dívida" e à "instalação em Atenas de uma espécie de governo sombra permanente da troika".

Trata-se de "uma situação potencialmente explosiva" na qual um povo sofre através da imposição da austeridade a perda das possibilidades no presente e o rapto de qualquer perspectiva de futuro.

Onde viu um "povo infinitamente triste", Miguel Portas encontrou também sinais de resistência e esperança.

Resistência, por exemplo, na greve dos trabalhadores da siderúrgica Hellenic Steelmakers que dura há muito mais de cem dias pela reintegração de 65 companheiros despedidos; os trabalhadores em luta vivem da solidariedade não apenas de operários de outras fábricas como de cidadãos e comités de apoio. "A solidariedade vale bem mais do que o cada um por si", sublinhou o eurodeputado.

Palavras de esperança porque sendo a Grécia o berço da democracia, acrescentou Miguel Portas, se derem voz aos gregos e se realizarem as eleições gerais previstas "não é seguro que os partidos que apoiam estes resgates de austeridade voltem a ter a maioria neste país".

Be Internacional, 24 de Fevereiro de 2012